Estimuladores sexuais completam 10 anos no mercado afastando dos homens o fantasma da impotência
Antes os tratamentos eram feitos com remédios caseiros ou fitoterápicos.

Em 2008 completa 10 anos que os medicamentos que intensificam a libido masculino entraram no mercado brasileiro. Um dos usos mais freqüentes da medicação acontece no combate à disfunção erétil, mais conhecida como impotência sexual, mal que assombra mais de 40% dos homens com mais de cinqüenta anos.
A disfunção erétil ou impotência sexual é caracterizada pela falha contínua da ereção, não podendo ser confundida com falhas eventuais, que são comuns em momentos de nervosismo ou estresse. Segundo o médico urologista Delson Castelo Branco Filho, apesar de não haverem dados no Brasil e no Piauí a respeito do assunto, a média de disfunção erétil a partir dos 40 anos pode chegar a 20% dos homens.
O médico explica que a disfunção erétil pode ser causada por dois tipos de problema, os orgânicos e os psicogênicos. As causas orgânicas são relacionadas com doenças que podem desencadear a má circulação do sangue na região do pênis. “Problemas como diabetes, hipertensão arterial, dislepsia – colesteral alto, problemas de coração, tabagismo e sedentarismo”, afirma.
Já os problemas psicogênicos são relacionados à qualidade de vida e atingem com mais freqüência homens jovens. Depressão, ansiedade ou o uso de certos medicamentos são as causas principais. “Esse tipo de problema atinge com mais freqüência adultos jovens porque são como uma bola de neve. Cada vez que vai para uma relação o homem sente o medo de falhar, e vai aumentando à medida que se torna uma situação crônica”, ressalta Delson Filho.
A maior evolução no tratamento do problema aconteceu nos últimos 10 anos com a entrada de estimulantes sexuais no mercado. Antes os tratamentos eram feitos com remédios caseiros ou fitoterápicos. Os medicamentos estimulantes sexuais atuam diretamente no mecanismo da ereção, provocando poucos efeitos colaterais, eles provocam uma valodilatação fazendo com que a circulação no pênis seja normal.
Mas os medicamentos facilitadores da ereção são usados somente nos casos tipo 1 de disfunção erétil, que é o nível mais simples do problema. Nestes casos, apenas a medicação é utilizada. No tipo 2, a circulação do pênis está tão comprometida que é necessário o uso de drogas injetáveis no corpo do pênis para que a ereção seja ativada.
Somente em último caso, quando nem o uso de comprimidos ou de injeções provoca resultados positivos, é colocada em pauta a opção da prótese. “Normalmente a prótese só é usada quando existe um comprometimento muito grande do sistema orgânico”, diz Delson Filho.
DIABETES É UMA DAS MAIORES CAUSAS DE DISFUNÇÃO ERÉTIL
O urologista Delson Filho alerta para uma das maiores causas da disfunção erétil, a diabetes. “A diabetes é uma doença que no seu estágio crônico altera toda a circulação sanguínea. E o quando não tratada corretamente, o que implica numa mudança total de estilo de vida, pode chegar a comprometer gravemente várias partes do corpo e provocar entre todos os prejuízos, a disfunção erétil”, afirma.
Ele conta que normalmente, ao sentir os sintomas da disfunção erétil, os pacientes demoram em média dois anos para procurar o médico. Só que muitos não sabem que essa demora pode provocar um agravamento da doença, já que descoberta no início, a doença pode ser tratada com medicação e mudança no estilo de vida. O médico aconselha que além de praticar exercícios, evitar o álcool e o cigarro, e manter uma alimentação saudável, a partir dos 40 anos os homens sigam uma rotina anual de exames de sangue e laboratoriais. AI Comunicação - 21/10/2008 |